Música
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Em agosto, setembro e outubro, além das músicas de capoeira que aprendeu para a prova, Mahal continuou ativamente se interessando por letras de rap, que ele copia e cola nas “notas”de seu IPad, para depois memorizar e cantarolar por um bom tempo. Além disso, ele descobriu novas bandas e ritmos, como por exemplo a Young Miko, cujo estilo musical é o reggaeton, cantado em “spanglish”, de que ele gostou muito.

Em setembro, já em Paris, como o único instrumento acessível era o ukulele, Mahal se concentrou em aprender bem duas músicas cujas letras e notas ele sabia de cor. Não teve vergonha de sentar perto de desconhecidos para cantar, no aeroporto, em parques ou praças públicas. Quando perguntou: “Mãe, quero ganhar dinheiro, como faço?”, começou a se empolgar com a possibilidade de sentar na rua ou numa área de passagem de algum metrô parisiense, cantar e tocar como viu outros músicos fazendo e, eventualmente, receber moedinhas ou notas por isso. O que não aconteceu, por ter tentado em uma parada bastante vazia, mas foi mesmo assim uma experiência interessante e inesquecível para ele.

Participou de um Festival de Música Eletrônica, subindo espontaneamente em um caminhão que passou à sua frente, em que dançou por horas ao som de músicas que antes não conhecia.

Em outubro, visitou a Philarmonie des Enfants, A Filarmônica das Crianças, um percurso constituído de cinco universos temáticos, com mais de trinta instalações manipuláveis e interativas, além de um estúdio imersivo. Um espaço dedicado para as crianças jogarem, explorarem, escutarem, viverem e sentirem a música.